sábado, 14 de novembro de 2009

E quem é o meu próximo?

"E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando a Jesus, e dizendo:
_ Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

E Jesus lhe perguntou:
_ Que está escrito na lei? Como lês?
E, respondendo ele, disse:

_ Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
E Jesus lhe disse:
_ Respondeste bem; faze isso, e viverás.
Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, perguntou a Jesus:

_ E quem é o meu próximo?
E, respondendo Jesus, disse:


_ Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois denários, e deu-os ao dono da hospedaria, e disse-lhe: _ Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu te pagarei quando voltar.

_Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

E o doutor da lei disse:
_ O que usou de misericórdia para com ele.
Disse, pois, Jesus:
_ Vai, e faze da mesma maneira."





O amor é a base do relacionamento do ser humano com Deus e com seu próximo. Mas a maioria tem confundido amor com sentimento. O caso de um maltrapilho ferido e caído na rua causa sentimento de compaixão àqueles que o vê. Entretanto, quantos têm a coragem de estender a mão e ajudá-lo?

Jesus mostra claramente a diferença entre o “amor sentimento” do amor verdadeiro quando conta a história do bom samaritano. (Lucas 10:30). O verdadeiro amor é dirigido ao próximo, independentemente se é ente querido, amigo ou estranho.

Esse tipo de amor é paciente, é benigno, não arde em ciúmes, não é arrogante, não se ensorberbece, não se conduz de forma inconveniente, não procura seus próprios interesses, não se exaspera nem se ressente do mal… E envolve muito sacrifício… Por isso, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta… (1 Coríntios 13)

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