domingo, 20 de setembro de 2009

O Pato-Mergulhão



Aposto como você nunca ouviu falar do pato-mergulhão. Eu também não, até assistir um documentário sobre ele semana passada. Conforme o documentário, pesquisadores sabem pouco sobre o animal. O que se sabe é que ao contrário da maioria das espécies de patos da América do Sul, esse pato em especial se alimenta de larvas aquáticas e pequenos peixes, capturados usando a visão e em longos mergulhos em águas de rios com corredeiras.

Atualmente, o pato-mergulhão só pode ser encontrado no Brasil. A espécie não tem sido vista em outros países da América do Sul onde era encontrada anteriormente. Ele é considerado uma das aves mais ameaçadas de extinção das Américas e é afetado pela perda e degradação de seu habitat - sua população atual está estimada em menos de 250 indivíduos. A notícia boa é que a Serra da Canastra, pertinho de Piumhi-MG (minha terrinha), detém a maior população destes pássaros.

O que mais me chamou a atenção no documentário foi que o patinho não gosta da presença humana e só vive em águas límpidas, ou seja, ele pode ser considerado um termômetro ambiental. O pato-mergulhão só consegue sobreviver em condições ambientais ideais. “Quando a água sofre os efeitos das diferentes formas de poluição e torna-se turva, a ave, que normalmente mergulha à caça de peixes, tem dificuldade de sobreviver nesse ambiente alterado e deixa de habitar o local”, diz o veterinário Sávio Bruno da UFF.

Outra característica interessante do bichinho é que ele é monogâmico. Os casais, uma vez formados, vivem juntos anos a fio. Além disso, ele é extremamente territorial: só divide o trecho de rio no qual vive – cuja extensão varia entre cinco e dez quilômetros – com o(a) próprio(a) parceiro(a). Os filhotes, quando já estão independentes, deixam a área dos pais e procuram o próprio canto.

Definitivamente o pato mergulhão não é um pato qualquer.

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