Participei de um acampamento da UMP (União de Mocidade Presbiteriana) da Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte há uns dois anos e o preletor convidado foi o estimado Prof. Augustus Nicodemus Lopes. Estudamos o livro de Malaquias. Recém convertida, até então nunca tinha participado de um estudo bíblico tão bom e proveitoso quanto este.
O professor dividiu o livro em oito partes de forma didática e coerente; estudamos de três a quatro versículos pela manhã e aproximadamente a mesma quantidade a noite durante os quatro dias de acampamento de modo que conseguimos finalizar o livro todo. Foi um tempo abençoado por Deus!
Durante os estudos ele foi nos informando do fundo histórico e cultural de cada passagem. Quem escreveu/falou a passagem e para quem foi endereçada. Sobre o que ela dizia. Ele enfatizavou alguma palavra ou frase que porventura precisasse ser examinada. Também nos mostrou o contexto imediato, assim como o contexto mais amplo exposto no capítulo e no livro. Referenciou versículos relacionados ao assunto da passagem e como esses versículos afetavam nossa compreensão e, finalmente concluia, ao fim de cada estudo, o que podíamos tirar da passagem bíblica em questão, ou seja, o que podíamos aprender com ela e principalmente como aplicá-la às nossas vidas.
Existem passagens no livro de Malaquias onde outros estudiosos da bíblia divergem das conclusões tiradas pelo professor Nicodemos e outros reformados, mesmo assim ele fez questão de nos falar sobre o assunto durante o acampamento, com foi o caso dos primeiros versículos do capítulo 1 de Malaquias, onde fica claro, ao menos para mim, a doutrina da predestinação e o amor de Deus.
Caso você tenha interesse em aplicar "algumas" das ferramentas certas para uma proveitosa leitura bíblica, li um estudo ontem postado no site Monergismo do Prof. Augustus Nicodemos Lopes sobre os Princípios de Interpretação da Bíblia e acredito que seja de grande utilidade.
Caso você tenha interesse em aplicar "algumas" das ferramentas certas para uma proveitosa leitura bíblica, li um estudo ontem postado no site Monergismo do Prof. Augustus Nicodemos Lopes sobre os Princípios de Interpretação da Bíblia e acredito que seja de grande utilidade.
Neste estudo ele fala que a bíblia como Palavra de Deus deve ser lida como nenhum outro livro. Mas que, tendo sido escrita por homens, ela deve ser interpretada como qualquer outro livro. Isso pode causar indignação e estranhamento em muitas pessoas, mas o professor possui razões sinceras para tal afirmação e as explica detalhadamente no artigo PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA.
A Bíblia, apesar de um livro humano, também é considerada por nós cristãos um livro divino, ou seja, o fato de que a Bíblia foi inspirada por Deus, sendo assim a Sua Palavra, deve ser levado em conta por aqueles que desejam interpretá-la corretamente. A natureza divina da Bíblia, por sua vez, provoca vários tipos de distanciamento segundo alguns estudiosos, e uma das áreas onde ocorre estes distanciamentos é chamada de Distanciamento moral.
O Distanciamento Moral
"Distanciamento moral é a distância que existe entre seres pecadores e egoístas e a pura e santa Palavra que pretendem esclarecer. A corrupção de nossos corações acaba por introduzir na interpretação das Escrituras motivações incompatíveis com o Autor das mesmas. Infelizmente a história da Igreja mostra como diferentes grupos manipulam as Escrituras para defender, provar e dar autoridade a seus pontos de vista.
Certamente existem pessoas sinceras, embora equivocadas. Mas não podemos negar que o distanciamento moral acaba nos levando a torcer o sentido das Escrituras, procurando usá-la para nosso fins nem sempre louváveis. No parágrafo seguinte mencionamos alguns exemplos.
A Bíblia tem sido usada como prova das mais conflitantes teorias e idéias, o que mostra que ler e entender imparcialmente a sua mensagem não é tão fácil e costumeiro assim. A Bíblia foi usada pelos protestantes de países colonizadores para justificar a escravidão, usando textos do Antigo e Novo Testamentos que falam da escravidão sem contudo aboli-la (Ex. 21.2-6). Os seus opositores usaram também a Bíblia para defender as idéias abolicionistas, usando a parábola do bom samaritano e "amarás o teu próximo como a ti mesmo".
Certamente existem pessoas sinceras, embora equivocadas. Mas não podemos negar que o distanciamento moral acaba nos levando a torcer o sentido das Escrituras, procurando usá-la para nosso fins nem sempre louváveis. No parágrafo seguinte mencionamos alguns exemplos.
A Bíblia tem sido usada como prova das mais conflitantes teorias e idéias, o que mostra que ler e entender imparcialmente a sua mensagem não é tão fácil e costumeiro assim. A Bíblia foi usada pelos protestantes de países colonizadores para justificar a escravidão, usando textos do Antigo e Novo Testamentos que falam da escravidão sem contudo aboli-la (Ex. 21.2-6). Os seus opositores usaram também a Bíblia para defender as idéias abolicionistas, usando a parábola do bom samaritano e "amarás o teu próximo como a ti mesmo".
A Bíblia também foi usada para provar que os judeus deveriam ser perseguidos, que a guerra santa contra os muçulmanos era a vontade de Deus, que os protestantes brancos são uma raça superior, para executar as bruxas, para impedir o casamento dos padres, para defender a masturbação, para justificar o aborto e a eutanásia, para regular o tamanho das saias e do cabelo das mulheres cristãs, para prover aceitação e fortalecimento dos homossexuais, para proibir ingerência de qualquer tipo de bebida alcoólica, para proibir transfusão de sangue, para proibir o serviço militar, para defender a poligamia nos dias de hoje, para defender o suicídio religioso em massa, etc. O catálogo é imenso.
Tudo isto mostra que não é tão fácil "simplesmente ler a Bíblia e fazer o que ela diz". Nunca desanimemos da possibilidade (muito real!) de entendermos com clareza o ensinamento das Escrituras, mas reconheçamos humildemente que nunca poderemos ter uma compreensão unânime de todas as suas passagens complicadas. Sabendo que a Bíblia vem de Deus, temos ânimo para buscá-lo em oração, suplicando a Sua graça e Sua iluminação em nossa tarefa como intérpretes.
Precisamos ter cuidado, porém, para não cairmos no erro de pensar que somente aqueles que têm treinamento profissional em princípios de interpretação poderão chegar ao conhecimento da mensagem das Escrituras.
Muitos dos princípios de interpretação bíblicos, praticados diariamente por todos os leitores da Bíblia, são simples, lógicos e evidentes, como por exemplo, a interpretação de uma palavra à luz do seu contexto. Isto fazemos diariamente, na leitura do jornal, de notícias pela Internet e lendo um email. Num certo sentido, ler a Bíblia envolve as mesmas regras que ler estas coisas.
A dupla natureza da Bíblia provoca um distanciamento temporal e espiritual que precisa ser transposto, para que possamos chegar à sua mensagem. Pela Sua misericórdia, Deus têm guiado e abençoado a Igreja através dos séculos, mesmo quando ela esqueceu-se de levar em conta estes aspectos. Porém, isto não nos isenta de buscarmos compreender de forma mais exata e completa a revelação que Deus fez de si mesmo. E nisto, o uso consciente de princípios de interpretação compatíveis com a natureza das Escrituras é de inestimável valor." (Prof. Augustus Nicodemos)
Tudo isto mostra que não é tão fácil "simplesmente ler a Bíblia e fazer o que ela diz". Nunca desanimemos da possibilidade (muito real!) de entendermos com clareza o ensinamento das Escrituras, mas reconheçamos humildemente que nunca poderemos ter uma compreensão unânime de todas as suas passagens complicadas. Sabendo que a Bíblia vem de Deus, temos ânimo para buscá-lo em oração, suplicando a Sua graça e Sua iluminação em nossa tarefa como intérpretes.
Precisamos ter cuidado, porém, para não cairmos no erro de pensar que somente aqueles que têm treinamento profissional em princípios de interpretação poderão chegar ao conhecimento da mensagem das Escrituras.
Muitos dos princípios de interpretação bíblicos, praticados diariamente por todos os leitores da Bíblia, são simples, lógicos e evidentes, como por exemplo, a interpretação de uma palavra à luz do seu contexto. Isto fazemos diariamente, na leitura do jornal, de notícias pela Internet e lendo um email. Num certo sentido, ler a Bíblia envolve as mesmas regras que ler estas coisas.
A dupla natureza da Bíblia provoca um distanciamento temporal e espiritual que precisa ser transposto, para que possamos chegar à sua mensagem. Pela Sua misericórdia, Deus têm guiado e abençoado a Igreja através dos séculos, mesmo quando ela esqueceu-se de levar em conta estes aspectos. Porém, isto não nos isenta de buscarmos compreender de forma mais exata e completa a revelação que Deus fez de si mesmo. E nisto, o uso consciente de princípios de interpretação compatíveis com a natureza das Escrituras é de inestimável valor." (Prof. Augustus Nicodemos)

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